quinta-feira, 17 de maio de 2007

O mistério do Triângulo das Bermudas

Sinopse: Após perder de forma misteriosa seis navios (com tripulação) no Mar dos Sargaços, que é conhecido como Triângulo das Bermudas, um bilionário, Eric Benerall (Sam Neill), atrai para um encontro profissionais de áreas diversas: Howard Gregory Thomas (Eric Stoltz), Emily Meredith Patterson (Catherine Bell), Stan Lathem (Bruce Davison) e Bruce Geller (Michael E. Rodgers). Eles não eram a primeira opção de Benerall, mas por motivos distintos eram os mais disponíveis. Eric quer que descubram por qual razão acontecem coisas misteriosas no Triângulo. Benerall propõe pagar todas as despesas para esta pesquisa e pagará, para cada um deles, US$ 5 milhões, mas só se derem uma resposta definitiva sobre o que acontece no local, ou seja, ou recebem US$ 20 milhões ou não recebem nada. Eles aceitam, pois esta quantia seria um presente dos céus na vida de cada um. Mas o que iriam ter de enfrentar nada tinha de divino.


Cometário dele:

O filme pega um tema cativante e transforma num monte de baboseiras. Nos primeiros minutos a coisa até que anda bem, é intrigante. Parece que estamos para ver um grande filme. Sei que há relatos de coisas bem estranhas e até mesmo sem nexo que aconteceram no Triângulo das Bermudas. Isso não é desculpa para o próprio filme não ter nexo.
Porque é nota zero: porque se estas bizarrices fossem (mal) contadas em 15 minutos, meia-hora, poderia tirar até um 4. Mas o filme se estende por 2 horas e 40 minutos. Cada vez mais enrolado. A história fica cada vez mais fragmentada, até ficar parecendo uma colcha de retalhos esfarrapada. Sucedem-se acontecimentos sem nexo um atrás do outro. Minha namorada foi dormir após 2 horas do filme. Eu continuei, sou mais teimoso. Talvez o final me surpreenda. Enfim, surpreendi a mim mesmo: eu não imaginava que fosse capaz de assistir até o final um filme tão ruim quanto Agente biológico do Van Dame. Só que Agente Biológico me roubou 1 hora e pouco da minha vida. Este, após quase três horas de tolices e efeitos de baixa qualidade, não teve jeito: nota ZERO. Vou parar por aqui porque não consigo falar muito de algo tão ruim sem perder a compostura.


Melhor momento: quando o filme acaba. Dá um certo alívio saber que ele não é eterno.
Pior momento:
quando o filme acaba e você sabe que perdeu duas horas e quarenta minutos de sua vida.

Nota dele: 0

quarta-feira, 16 de maio de 2007

O Som do Trovão

Sinopse: 2055. Um novo esporte é uma febre entre ricos executivos: viajar no tempo para caçar dinossauros. Trata-se de um esporte caro, que envolve milhões e que possui uma regra básica: o passado jamais deve ser violado. Desta forma é proibido trazer do passado qualquer objeto ou animal, esteja ele vivo ou morto, já que isto pode gerar uma série de reações que modifique drasticamente o presente. Até que um acidente misterioso faz com que Travis Ryan (Edward Burns), líder de um grupo, precise retornar ao passado para devolver a ordem das coisas ao seu lugar.


Cometário dele:

Sim, sou fã de ficção-científica. E sofro. Como se já não bastassem a pouca quantidade de filmes do gênero, quando se filtra por qualidade, o que sobra? To aceitando sugestões!
Já não há mais filme de ficção-científica. Hoje em dia tudo tem que ser fic-AÇÃO-científica. É o caso deste que ao invés de manter-se fiel ao maravilhoso conto de Ray Bradbury, prefere enveredar pelo caminho da 'ação', assim como em Eu, robô e A ilha, só que de uma maneira muito mal executada. As cenas de ação deste filme não passam de enxerto na história original para atrair comedores de pipocas com efeitos especiais um pouco melhor dos que são exibidos no programa do Chaves. Fique com o conto original, que faz parte da coletânea de contos Os frutos dourados do sol de Ray Bradbury.


Nota dele: 4

terça-feira, 15 de maio de 2007

Celular - Um Grito de Socorro

Sinopse: após ser sequestrada e presa em um cativeiro, uma mulher (Kim Basinger) consegue fazer uma ligação telefônica após consertar um aparelho quebrado. Ela disca para um número qualquer e a chamada cai no telefone celular de Ryan (Chris Evans), que a princípio acredita que a história seja um trote. Após ouvir os gritos dela e as vozes dos sequestradores ameaçando-a, Ryan se convence que o pedido de ajuda é sério e passa a buscar meios de ajudá-la. O problema é que ela não sabe onde está e a bateria do celular de Ryan pode acabar a qualquer momento, o que poria fim a qualquer tipo de contato entre os dois.

Comentário dele:
Com certeza já vi muitos filmes, ao menos na estrutura, iguais a este. Me lembrou muito Velocidade Máxima onde o "não pare de acelerar" é identico ao "não pode desligar" deste, enquanto sucedem-se um monte de empecilhos. Mesmo assim é um filme bem divertido e até criativo. Ótimo pra comer pipoca.

Nota dele: 7

A Máquina

Sinopse: em Nordestina, cidadezinha perdida no sertão, "Karina da rua de baixo" (Mariana Ximenes) sonha em ser atriz e partir para o mundo. Antes que seu amor lhe escape, "Antônio de Dona Nazaré" (Gustavo Falcão) adianta-se numa cruzada kamikaze para trazer o mundo até Karina. Uma história em que os sonhos contradizem a realidade, as condições geográficas e políticas ameaçam conter a vida, e o amor desempenha o papel de elemento transformador.

Comentário dele:
História (bem) contada de forma divertida, com um pé na ficção científica (mais debochando do que enaltecendo a Ciência) e os outros três pés na fantasia. Indicado pra quem gostou do Auto da Compadecida, mesmo não sendo tão engraçado quanto, trilha o mesmo caminho e em alguns momentos isso até incomoda: Mariana Ximenez plageia a Denise Fraga e Gustavo Falcão plageia Matheus Nachtergaele. Mesmo assim, diversão garantida!

Nota dele: 8

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Crianças invisíveis

Sinopse: seja coletando sucata nas ruas de São Paulo ou roubando para viver em Nápoles e no interior da Sérvia, os filmes são protagonizados por personagens infantis que lidam com uma dura realidade, na qual crescer muito cedo acaba sendo a única saída.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Quase deuses

Sinopse: Nashville, 1930. Vivien Thomas (Mos Def) é um hábil marceneiro, que tinha um nome feminino pois sua mãe achava que teria uma menina e, quando veio um garoto, não quis mudar o nome escolhido. Eleé demitido quando chega a Grande Depressão, pois estavam dando preferência para quem tinha uma família para sustentar. A Depressão o atinge duplamente, pois sumiram as economias de 7 anos, que ele guardou com sacrifício para fazer a faculdade de medicina, pois o banco faliu. Thomas consegue emprego de faxineiro, trabalhando para Alfred Blalock (Alan Rickman), um médico pesquisador que logo descobre que ele tem uma inteligência privilegiada e que poderia ser melhor aproveitado. Blalock acaba se tornando o cirurgião-chefe na Universidade Johns Hopkins, onde está pesquisando novas técnicas para a cirurgia do coração. Os dois acabam fazendo um parceria incomum e às vezes conflitante, pois Thomas nem sempre era lembrado quando conseguiam criar uma técnica, já que não era médico.

Cometário dele:

Ei, o negro (afro-descendente, como queiram) deste filme é a fuça do Lázaro Ramos! E na versão portuga, deve ter sido mesmo dublado por Lazaro Ramos (não pesquisei). É bom de ver os dois protagonistas numa guerra de egos megalomaníacos, como só médicos poderiam ter. Não tenho nada contra médicos não. Só evito ir a um consultório porque sei que, idepedente do que eu fale, saio de lá sempre com uma receita. Eu posso chegar lá e dizer "Doutor, nunca me senti tão bem!", e ele de cabeça baixa já vai estar rabiscando um papel e dizendo "Toma isto aqui que você vai melhorar". Só pra ilustrar: uma vez fui ao médico por causa de uma DOR que estava sentindo. Reclamei que doía quando fazia assim, quando fazia assado. Ele de pronto diagnosticou o problema e emendou "Isto que você tem NÃO DÓI!". Essa sim, DOEU! E muito. Só não chorei porque tive que rir, rsrsrs. Voltando ao filme, se você for filiado ao ao Greenpeace, sociedade protetoras dos animais ou coisa do tipo, passe longe! Cachorrinhos são usados como cobaias. Basicamente eles pegam os cãozinhos saudáveis e abrem o bicho, deixam o bicho doente, simulando uma certa doença, e depois tentam curar. Claro que sem muito sucesso em vários casos. Tudo em nome da ciência. Mas se isso não não te incomodar, pode ser um bom filme.

Nota dele: 8