quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Os Simpsons - O Filme

Sinopse: Homer Simpson (Dan Castellaneta) tem um novo bicho de estimação: um porco. Devido a um silo perfurado e cheio de fezes, um desastre de grandes proporções acontece em Springfield. Isto faz com que uma multidão sedenta por vingança se reúna diante da casa dos Simpsons, querendo Homer e sua família de qualquer jeito. Eles conseguem escapar, mas a partir de então os Simpsons passam a discutir e se dividir sobre o ocorrido. Paralelamente o ocorrido chama a atenção do presidente dos Estados Unidos, Arnold Schwazenegger (Harry Shearer), e do chefe da Agência de Proteção Ambiental, Russ Cargill (Albert Brooks), que planeja realizar um plano diabólico para conter o desastre ocorrido.

Cometário dele:

Tão bom quanto qualquer um dos melhores melhores episódios exibido na TV. Só que tem 1 hora e meia de duração!

Melhor momento: Bart andando pelado andando de skate.
Pior momento:
a voz (dublagem) do Homer?

Nota dele: NOTA 9

Sin City - A Cidade do Pecado

Sinopse: Sin City é uma cidade que seduz as pessoas. Nela vivem policiais trapaceiros, mulheres sedutoras e vigilantes desesperados, com alguns estando em busca de vingança e outros em busca de redenção. Um deles é Marv (Mickey Rourke), um lutador de rua durão que sempre levou sua vida a seu modo. Após levar para casa a bela Goldie (Jaime King), ela aparece morta em sua cama. Isto faz com que Marv decida percorrer a cidade em uma jornada pessoal, em busca de vingança. Além dele há Dwight (Clive Owen), um detetive particular que tenta a todo custo deixar seus problemas para trás. Após o assassinato de um policial, Dwight se apresenta para proteger suas amigas, as damas da noite. Há também John Hartigan (Bruce Willis), o último policial honesto da cidade, que restando apenas uma hora para se aposentar se envolve na tentativa de salvar uma jovem de 11 anos das mãos do filho de um senador.

Cometário dele:
tem um visual magnífico que por si só já paga o aluguel. Tudo é estilizado como se fosse quadrinhos: a narrativa, os personagens, os diálogos as cenas... a violência (e que violência!). É como ler um gibi na tela.

Melhor momento: há muitos.
Pior momento:


Nota dele: nota 9

Filhos da Esperança

Sinopse: 2027. Não se sabe o motivo, mas as mulheres não conseguem mais engravidar. O mais novo ser humano morreu aos 18 anos e a humanidade discute seriamente a possibilidade de extinção. Theodore Faron (Clive Owen) é um ex-ativista desiludido que se tornou um burocrata e que vive em uma Londres arrasada pela violência e pelas seitas nacionalistas em guerra. Procurado por sua ex-esposa Julian (Julianne Moore), Theodore é apresentado a uma jovem que misteriosamente está grávida. Eles passam a protegê-la a qualquer custo, por acreditar que a criança por vir seja a salvação da humanidade.

Cometário dele:

Num futuro próximo as mulheres pararam de parir e de engravidar. Ninguém sabe o motivo, nem há pistas no filme do que pode estar ocorrendo com fertilidade feminina. E isso acaba sendo uma coisa boa para o filme, pois em tempos de clonagem e todo tipo de manipulação genética que poderiam reverter o quadro, é melhor do que ouvir uma explicação estapafúrdia.
Destaque para as cenas de guerrilhas, que são bem realistas e imersivas.
Pra quem é ligados a jogos, não dá pra evitar comparações com o clima de Half Life 2. Desde a polícia truculenta até uma fuga pelo esgotos da cidade. Nem parece que isso seja mera coincidência.

Melhor momento: cenas de guerras de tirar o fôlego.
Pior momento:
o final?

Nota dele: Nota 9

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Perfume - A História de um Assassino

Sinopse: Paris, 1738. Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasceu em um mercado de peixe, onde sua mãe (Birgit Minichmayr) trabalhava como vendedora. Ela o tinha abandonado, mas o choro de Jean-Baptiste faz com que seja descoberto pelos presentes na feira. Isto também faz com que sua mãe seja presa e condenada à morte. Entregue aos cuidados da Madame Gaillard (Sian Thomas), que explora crianças órfãs, Jean-Baptiste cresce e logo descobre que possui um dom incomum: ele é capaz de diferenciar os mais diversos odores à sua volta. Intrigado, Jean-Baptiste logo demonstra vontade de conhecer todos os odores existentes, conseguindo diferenciá-los mesmo que estejam longe do local em que está. Já adulto, ele torna-se aprendiz na perfumaria de Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), que passa por um período de pouca clientela. Logo Jean-Baptiste supera Baldini e, criando novos perfumes, revitaliza a perfumaria. Jean-Baptiste cada vez mais se interessa em manter o odor de forma permanente, o que faz com que busque meios que possibilitem que seu sonho se torne realidade. Só que, em suas experiências, ele passa a tentar capturar o odor dos próprios seres humanos.

Cometário dele:

Jean-Baptiste acha que pode capturar o cheiro das ninfetas e concentra-lo num perfume. Como para os psicopatas os fins justificam os meios, já viu. O pior é que o cara tem um olfato tão apurado que nem uma pedrada é capaz de acerta-lo, pois o cheiro de pedra em movimento é diferente do cheiro de pedra parada. Com uma vantagem dessas, ele consegue atacar suas vítimas quase como se fosse um fantasma.


Melhor momento: Jean-Baptiste escapando da condenação
Pior momento:
todos momentos em que são exibidas coisas fétidas de forma tão detalhada que é possível “sentir” o cheiro delas.

Nota dele: 9

segunda-feira, 4 de junho de 2007

À Espera de um Milagre


Sinopse: Ambientado em 1935, no corredor da morte de uma prisão sulista, À espera de um milagre é a história entre o chefe de guarda da prisão (Tom Hanks) com um de seus prisioneiros (Michael Clarke Duncan). Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso.


Cometário dele:

Assisti ao filme três vezes e não sei explicar como as três horas de duração do filme passam sem que eu me dê conta. É mesmo um filme mágico. E leve apesar das cenas “chocantes”, em todos os sentidos da palavra. Tem um ar bem familiar para quem já viu (e quem não viu deve ver) Um sonho de liberdade, o que não é para menos, pois as duas histórias são baseadas em livros do Stephen King, e ambos os filmes receberam a mesma direção, de Frank Darabont.

Melhor momento: a chegada de John Coffey (Michael Duncan) ao presídio.
Pior momento:
não é um momento em si, mas o título em português, que tenta convergir toda a história para um único acontecimento não cabal.

Nota dele: nota 9

Fahrenheit 451

Sinopse: Em um Estado totalitário em um futuro próximo, os "bombeiros" têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura é um propagador da infelicidade. Mas Montag (Oskar Werner), um bombeiro, começa a questionar tal linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua vasta biblioteca ao invés de permanecer viva.

Cometário dele:

É melhor entender como as coisas funcionam e ser infeliz? Ou viver alienado e feliz? Talvez o ideal seria entender as coisas e ser feliz (se possível).
O filme mostra uma sociedade num futuro indeterminado, onde a “realidade” é inventada e qualquer coisa que possa vir a gerar questionamento, como os livros, é proibido. “Assim é mais fácil me controlar... e mentir... e matar o que tenho de melhor” como diria Renato Russo. Não li o livro de Ray Bradbury, não sei até onde o filme é fiel, mas posso garantir que o filme é brilhante. Ficção-científica que se sustenta não por ter parafernálias e monstrengos, mas uma boa história.


Melhor momento: uma cena que exibe um livro sendo queimado página por página. Hoje com o uso de computadores, seria fácil fazer isso, mas, por ter sido feita da década de sessenta, é uma cena primorosa.
Pior momento:
uma cena de perseguição em que homens-voadores, que parecem mais com um bando de moscas, perseguem Montang. Tem uns efeitos especiais igualzinho aos do Programa do Chaves. Ficou hilário! Rsrsrs. Mas tem-se que dar um desconto: o filme é de 66.

Nota dele: 9

Click

Sinopse: Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale), com que tem Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann) como filhos. Michael tem tido dificuldades em ver os filhos, já que tem feito serão no escritório de arquitetura em que trabalha no intuito de chamar a atenção de seu chefe (David Hasselhoff). Um dia, exausto devido ao trabalho, Michael tem dificuldades em encontrar qual dos controles remotos de sua casa liga a televisão. Decidido a acabar com o problema, ele resolve comprar um controle remoto que seja universal, ou seja, que funcione para todos os aparelhos eletrônicos que sua casa possui. Ao chegar à loja Cama, Banho & Além ele encontra um funcionário excêntrico chamado Morty (Christopher Walken), que lhe dá um controle remoto experimental o qual garante que irá mudar suaa vida. Michael aceita a oferta e logo descobre que ela realmente é bastante prática, já que coordena todos os aparelhos. Porém Michael logo descobre que o controle tem ainda outras funções, como abafar o som dos latidos de seu cachorro e também adiantar os fatos de sua própria vida.

Cometário dele:

O filme começa meio xoxo. Os atores mirins são fracos. Depois ganha ritmo, ficando quase impossível não rir em algumas cenas. O que me surpreendeu foi a carga dramática da segunda metade do filme até seu desfecho. O final é previsível demais e a “lição de moral” que o filme tenta deixar é idêntica à de Todo poderoso (com Jim Carrey). Mesmo assim é divertido.

Melhor momento: as cenas com um pato de pelúcia.
Pior momento:
qualquer um dos momentos em que os atores mirins entram em cena. Mesmos para uma comédia, são estereotipados demais.

Nota dele: 7

sábado, 2 de junho de 2007

Vingança Final

Sinopse: Após uma crise nervosa o gângster londrino Will Graham (Clive Owen) largou a "profissão" e se mudou para o campo. Will agora trabalha em desmatamentos e mora em uma van, mas ele perde seu emprego por não ter a documentação adequada. Paralelamente o irmão mais novo dele, Davey (Jonathan Rhys Meyers), aproveita a vida sendo um mulherengo e se sustenta fazendo tráfico de drogas. Mas numa noite tudo isto muda, pois um homem mais velho, Boad (Malcolm McDowell), o sodomiza com a ajuda de dois cúmplices. O traumatizado Davey volta para casa e comete suicídio. Sem saber de nada, Will está incerto para onde ir e volta para Londres, onde fica sabendo da morte do irmão. Will investiga o que aconteceu naquela noite com o velho amigo Mickser (Jamie Foreman) e tenta juntar as peças sobre o ocorrido. Mas paralelamente Turner (Ken Stott), o atual chefão do crime, sabe do que Will é capaz e o vê como uma ameaça.

Cometário dele:

Will (Clive Owen) com sua meia-dúzia de palavras vai criando um ar de suspense que nos leva a crer que uma grande coisa está para acontecer. Como uma vingança massacrante ou uma guerra entre gangues com muitos mortos e feridos. Talvez a única “grande coisa” que aconteça seja o filme se preocupar mais em ficar próximo da realidade do que em agradar ao ego da maioria dos espectadores. Passe longe se você gosta de ação ou reviravoltas. A história é bem linear que, se não chega a ser surpreendente, também não desagrada.

Melhor momento: Will, nas primeiras cenas, ao olhar um sujeito que foi espancado diz (em silêncio) que já está acostumado com a violência.
Pior momento:
o final, quando descobrimos que o título do filme (em português) nada teve haver com o contexto de sua história.

Nota dele: 7

Homem-aranha 3

Sinopse: Peter Parker (Tobey Maguire) conseguiu encontrar um meio-termo entre seus deveres como o Homem-Aranha e seu relacionamento com Mary Jane (Kirsten Dunst). Porém o sucesso como herói e a bajulação dos fãs, entre eles Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard), faz com que Peter se torne auto-confiante demais e passe a negligenciar as pessoas que se importam com ele. Porém a situação muda quando ele precisa enfrentar Flint Marko (Thomas Haden Church), mais conhecido como o Homem-Areia, que possui ligações com a morte do seu tio Ben. Tendo que lidar com o sentimento de vingança, Peter passa a usar um estranho uniforme negro, que se adapta ao seu corpo.

Cometário dele:

As duas horas e vinte minutos é pouco para a trama, que se divide em tramas menores, que dariam mais um ou dois filmes. Mas nos efeitos e seqüências de ação, inda consegue ser melhor que o filme anterior. Quando a ação dá um tempo, é bom de ver os distúrbios de personalidade que sofre Peter Parker, tornando-o uma espécie de emo - na aparência - com uma personalidade punk.

Melhor momento: as lutas entre Homem-aranha e “Duende-Junior”.
Pior momento:
Venon encontra (não se sabe como) o Homem-areia e diz que só podem derrotar (sem explicar como, ou porque) o Homem-aranha se unirem forças. Homem-areia aceita a proposta sem nem mesmo perguntar “Quem é você?” ou “Que poderes você tem?” para Venon. Coisa bem típica de vilão de gibi mesmo, mas ficaria melhor se acontecesse desta forma só no gibi.

Nota dele: 10

A casa do lago

Sinopse: Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.

Cometário dele:

Dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço? Sim, podem! Desde que não seja ao mesmo tempo. É isso que acontece nesse filme: dois corpos separados pelo tempo - “E longe no tempo, que é muito mais longe que longe no espaço”, como diria Antonio personagem do filme A máquina. O casal se corresponde por cartas (não espere nenhuma explicação científica ou paracientífica de como isto ocorre). Apaixonam-se. E Alex, que vive dois anos no passado, tenta inserir-se na vida de Kate e fazer parte de seu presente. Fora estes detalhes do enredo, o restante é o mesmo que se vê nos outros romances. Tudo bonitinho demais.

Melhor momento: o trailer do cinema, que faz o filme parecer mais dramático e profundo do realmente é.
Pior momento:
as primeiras correspondências trocadas pelos protagonistas. Assista em pé pra não dormir.

Nota dele: 6

Piratas do Caribe - No fim do mundo

Sinopse: o lorde Cuttler Beckett (Tom Hollander), da Companhia das Índias Orientais, detém o comando do navio-fantasma Flying Dutchman. O navio, agora sob o comando do almirante James Norrington (Jack Davenport), tem por missão vagar pelos sete mares em busca de piratas e matá-los sem piedade. Na intenção de deter Beckett, Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e o capitão Barbossa (Geoffrey Rush) precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade. Porém falta um dos Lordes, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). O trio parte para Cingapura, na intenção de conseguir o mapa que os conduzirá ao fim do mundo, o que possibilitará que Jack seja resgatado. Porém para conseguir o mapa eles precisarão enfrentar um pirata chinês, o capitão Sao Feng (Chow Yun-Fat).

Cometário dele:

Se você não gostou do primeiro ou do segundo filme, não tem porque assistir a este. Mesmo estando este último melhor que seus antecessores, é apenas mais do mesmo.
Um filme que chama a atenção pela ação, movimentação de câmera e efeitos.
Como no amor, onde é preciso ser míope para ser feliz, deve-se deixar de lado o enredo pouco envolvente e o excesso de cenas surreais para apreciar o filme, que, com quase três horas de duração, pode ficar enfadonho. Portanto é bom certificar-se de estar bem disposto a cumprir esta jornada. Mas como a ação é quase desenfreada e com muitas variações de ambientes, você pode nem sentir o tempo passar. Eu quase não senti.
Cumpre bem o papel de diversão sem compromisso (talvez, compromisso com a arrecadação de $dinheiro$... mas aí, quem não tem?).


Melhor momento: Jack Sparrow contracenando com Jack Sparrow.
Pior momento: a (muito) pequena participação de Keith Richards.

Nota dele: 9

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O mistério do Triângulo das Bermudas

Sinopse: Após perder de forma misteriosa seis navios (com tripulação) no Mar dos Sargaços, que é conhecido como Triângulo das Bermudas, um bilionário, Eric Benerall (Sam Neill), atrai para um encontro profissionais de áreas diversas: Howard Gregory Thomas (Eric Stoltz), Emily Meredith Patterson (Catherine Bell), Stan Lathem (Bruce Davison) e Bruce Geller (Michael E. Rodgers). Eles não eram a primeira opção de Benerall, mas por motivos distintos eram os mais disponíveis. Eric quer que descubram por qual razão acontecem coisas misteriosas no Triângulo. Benerall propõe pagar todas as despesas para esta pesquisa e pagará, para cada um deles, US$ 5 milhões, mas só se derem uma resposta definitiva sobre o que acontece no local, ou seja, ou recebem US$ 20 milhões ou não recebem nada. Eles aceitam, pois esta quantia seria um presente dos céus na vida de cada um. Mas o que iriam ter de enfrentar nada tinha de divino.


Cometário dele:

O filme pega um tema cativante e transforma num monte de baboseiras. Nos primeiros minutos a coisa até que anda bem, é intrigante. Parece que estamos para ver um grande filme. Sei que há relatos de coisas bem estranhas e até mesmo sem nexo que aconteceram no Triângulo das Bermudas. Isso não é desculpa para o próprio filme não ter nexo.
Porque é nota zero: porque se estas bizarrices fossem (mal) contadas em 15 minutos, meia-hora, poderia tirar até um 4. Mas o filme se estende por 2 horas e 40 minutos. Cada vez mais enrolado. A história fica cada vez mais fragmentada, até ficar parecendo uma colcha de retalhos esfarrapada. Sucedem-se acontecimentos sem nexo um atrás do outro. Minha namorada foi dormir após 2 horas do filme. Eu continuei, sou mais teimoso. Talvez o final me surpreenda. Enfim, surpreendi a mim mesmo: eu não imaginava que fosse capaz de assistir até o final um filme tão ruim quanto Agente biológico do Van Dame. Só que Agente Biológico me roubou 1 hora e pouco da minha vida. Este, após quase três horas de tolices e efeitos de baixa qualidade, não teve jeito: nota ZERO. Vou parar por aqui porque não consigo falar muito de algo tão ruim sem perder a compostura.


Melhor momento: quando o filme acaba. Dá um certo alívio saber que ele não é eterno.
Pior momento:
quando o filme acaba e você sabe que perdeu duas horas e quarenta minutos de sua vida.

Nota dele: 0

quarta-feira, 16 de maio de 2007

O Som do Trovão

Sinopse: 2055. Um novo esporte é uma febre entre ricos executivos: viajar no tempo para caçar dinossauros. Trata-se de um esporte caro, que envolve milhões e que possui uma regra básica: o passado jamais deve ser violado. Desta forma é proibido trazer do passado qualquer objeto ou animal, esteja ele vivo ou morto, já que isto pode gerar uma série de reações que modifique drasticamente o presente. Até que um acidente misterioso faz com que Travis Ryan (Edward Burns), líder de um grupo, precise retornar ao passado para devolver a ordem das coisas ao seu lugar.


Cometário dele:

Sim, sou fã de ficção-científica. E sofro. Como se já não bastassem a pouca quantidade de filmes do gênero, quando se filtra por qualidade, o que sobra? To aceitando sugestões!
Já não há mais filme de ficção-científica. Hoje em dia tudo tem que ser fic-AÇÃO-científica. É o caso deste que ao invés de manter-se fiel ao maravilhoso conto de Ray Bradbury, prefere enveredar pelo caminho da 'ação', assim como em Eu, robô e A ilha, só que de uma maneira muito mal executada. As cenas de ação deste filme não passam de enxerto na história original para atrair comedores de pipocas com efeitos especiais um pouco melhor dos que são exibidos no programa do Chaves. Fique com o conto original, que faz parte da coletânea de contos Os frutos dourados do sol de Ray Bradbury.


Nota dele: 4

terça-feira, 15 de maio de 2007

Celular - Um Grito de Socorro

Sinopse: após ser sequestrada e presa em um cativeiro, uma mulher (Kim Basinger) consegue fazer uma ligação telefônica após consertar um aparelho quebrado. Ela disca para um número qualquer e a chamada cai no telefone celular de Ryan (Chris Evans), que a princípio acredita que a história seja um trote. Após ouvir os gritos dela e as vozes dos sequestradores ameaçando-a, Ryan se convence que o pedido de ajuda é sério e passa a buscar meios de ajudá-la. O problema é que ela não sabe onde está e a bateria do celular de Ryan pode acabar a qualquer momento, o que poria fim a qualquer tipo de contato entre os dois.

Comentário dele:
Com certeza já vi muitos filmes, ao menos na estrutura, iguais a este. Me lembrou muito Velocidade Máxima onde o "não pare de acelerar" é identico ao "não pode desligar" deste, enquanto sucedem-se um monte de empecilhos. Mesmo assim é um filme bem divertido e até criativo. Ótimo pra comer pipoca.

Nota dele: 7

A Máquina

Sinopse: em Nordestina, cidadezinha perdida no sertão, "Karina da rua de baixo" (Mariana Ximenes) sonha em ser atriz e partir para o mundo. Antes que seu amor lhe escape, "Antônio de Dona Nazaré" (Gustavo Falcão) adianta-se numa cruzada kamikaze para trazer o mundo até Karina. Uma história em que os sonhos contradizem a realidade, as condições geográficas e políticas ameaçam conter a vida, e o amor desempenha o papel de elemento transformador.

Comentário dele:
História (bem) contada de forma divertida, com um pé na ficção científica (mais debochando do que enaltecendo a Ciência) e os outros três pés na fantasia. Indicado pra quem gostou do Auto da Compadecida, mesmo não sendo tão engraçado quanto, trilha o mesmo caminho e em alguns momentos isso até incomoda: Mariana Ximenez plageia a Denise Fraga e Gustavo Falcão plageia Matheus Nachtergaele. Mesmo assim, diversão garantida!

Nota dele: 8

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Crianças invisíveis

Sinopse: seja coletando sucata nas ruas de São Paulo ou roubando para viver em Nápoles e no interior da Sérvia, os filmes são protagonizados por personagens infantis que lidam com uma dura realidade, na qual crescer muito cedo acaba sendo a única saída.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Quase deuses

Sinopse: Nashville, 1930. Vivien Thomas (Mos Def) é um hábil marceneiro, que tinha um nome feminino pois sua mãe achava que teria uma menina e, quando veio um garoto, não quis mudar o nome escolhido. Eleé demitido quando chega a Grande Depressão, pois estavam dando preferência para quem tinha uma família para sustentar. A Depressão o atinge duplamente, pois sumiram as economias de 7 anos, que ele guardou com sacrifício para fazer a faculdade de medicina, pois o banco faliu. Thomas consegue emprego de faxineiro, trabalhando para Alfred Blalock (Alan Rickman), um médico pesquisador que logo descobre que ele tem uma inteligência privilegiada e que poderia ser melhor aproveitado. Blalock acaba se tornando o cirurgião-chefe na Universidade Johns Hopkins, onde está pesquisando novas técnicas para a cirurgia do coração. Os dois acabam fazendo um parceria incomum e às vezes conflitante, pois Thomas nem sempre era lembrado quando conseguiam criar uma técnica, já que não era médico.

Cometário dele:

Ei, o negro (afro-descendente, como queiram) deste filme é a fuça do Lázaro Ramos! E na versão portuga, deve ter sido mesmo dublado por Lazaro Ramos (não pesquisei). É bom de ver os dois protagonistas numa guerra de egos megalomaníacos, como só médicos poderiam ter. Não tenho nada contra médicos não. Só evito ir a um consultório porque sei que, idepedente do que eu fale, saio de lá sempre com uma receita. Eu posso chegar lá e dizer "Doutor, nunca me senti tão bem!", e ele de cabeça baixa já vai estar rabiscando um papel e dizendo "Toma isto aqui que você vai melhorar". Só pra ilustrar: uma vez fui ao médico por causa de uma DOR que estava sentindo. Reclamei que doía quando fazia assim, quando fazia assado. Ele de pronto diagnosticou o problema e emendou "Isto que você tem NÃO DÓI!". Essa sim, DOEU! E muito. Só não chorei porque tive que rir, rsrsrs. Voltando ao filme, se você for filiado ao ao Greenpeace, sociedade protetoras dos animais ou coisa do tipo, passe longe! Cachorrinhos são usados como cobaias. Basicamente eles pegam os cãozinhos saudáveis e abrem o bicho, deixam o bicho doente, simulando uma certa doença, e depois tentam curar. Claro que sem muito sucesso em vários casos. Tudo em nome da ciência. Mas se isso não não te incomodar, pode ser um bom filme.

Nota dele: 8