segunda-feira, 4 de junho de 2007

À Espera de um Milagre


Sinopse: Ambientado em 1935, no corredor da morte de uma prisão sulista, À espera de um milagre é a história entre o chefe de guarda da prisão (Tom Hanks) com um de seus prisioneiros (Michael Clarke Duncan). Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso.


Cometário dele:

Assisti ao filme três vezes e não sei explicar como as três horas de duração do filme passam sem que eu me dê conta. É mesmo um filme mágico. E leve apesar das cenas “chocantes”, em todos os sentidos da palavra. Tem um ar bem familiar para quem já viu (e quem não viu deve ver) Um sonho de liberdade, o que não é para menos, pois as duas histórias são baseadas em livros do Stephen King, e ambos os filmes receberam a mesma direção, de Frank Darabont.

Melhor momento: a chegada de John Coffey (Michael Duncan) ao presídio.
Pior momento:
não é um momento em si, mas o título em português, que tenta convergir toda a história para um único acontecimento não cabal.

Nota dele: nota 9

Fahrenheit 451

Sinopse: Em um Estado totalitário em um futuro próximo, os "bombeiros" têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura é um propagador da infelicidade. Mas Montag (Oskar Werner), um bombeiro, começa a questionar tal linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua vasta biblioteca ao invés de permanecer viva.

Cometário dele:

É melhor entender como as coisas funcionam e ser infeliz? Ou viver alienado e feliz? Talvez o ideal seria entender as coisas e ser feliz (se possível).
O filme mostra uma sociedade num futuro indeterminado, onde a “realidade” é inventada e qualquer coisa que possa vir a gerar questionamento, como os livros, é proibido. “Assim é mais fácil me controlar... e mentir... e matar o que tenho de melhor” como diria Renato Russo. Não li o livro de Ray Bradbury, não sei até onde o filme é fiel, mas posso garantir que o filme é brilhante. Ficção-científica que se sustenta não por ter parafernálias e monstrengos, mas uma boa história.


Melhor momento: uma cena que exibe um livro sendo queimado página por página. Hoje com o uso de computadores, seria fácil fazer isso, mas, por ter sido feita da década de sessenta, é uma cena primorosa.
Pior momento:
uma cena de perseguição em que homens-voadores, que parecem mais com um bando de moscas, perseguem Montang. Tem uns efeitos especiais igualzinho aos do Programa do Chaves. Ficou hilário! Rsrsrs. Mas tem-se que dar um desconto: o filme é de 66.

Nota dele: 9

Click

Sinopse: Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale), com que tem Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann) como filhos. Michael tem tido dificuldades em ver os filhos, já que tem feito serão no escritório de arquitetura em que trabalha no intuito de chamar a atenção de seu chefe (David Hasselhoff). Um dia, exausto devido ao trabalho, Michael tem dificuldades em encontrar qual dos controles remotos de sua casa liga a televisão. Decidido a acabar com o problema, ele resolve comprar um controle remoto que seja universal, ou seja, que funcione para todos os aparelhos eletrônicos que sua casa possui. Ao chegar à loja Cama, Banho & Além ele encontra um funcionário excêntrico chamado Morty (Christopher Walken), que lhe dá um controle remoto experimental o qual garante que irá mudar suaa vida. Michael aceita a oferta e logo descobre que ela realmente é bastante prática, já que coordena todos os aparelhos. Porém Michael logo descobre que o controle tem ainda outras funções, como abafar o som dos latidos de seu cachorro e também adiantar os fatos de sua própria vida.

Cometário dele:

O filme começa meio xoxo. Os atores mirins são fracos. Depois ganha ritmo, ficando quase impossível não rir em algumas cenas. O que me surpreendeu foi a carga dramática da segunda metade do filme até seu desfecho. O final é previsível demais e a “lição de moral” que o filme tenta deixar é idêntica à de Todo poderoso (com Jim Carrey). Mesmo assim é divertido.

Melhor momento: as cenas com um pato de pelúcia.
Pior momento:
qualquer um dos momentos em que os atores mirins entram em cena. Mesmos para uma comédia, são estereotipados demais.

Nota dele: 7

sábado, 2 de junho de 2007

Vingança Final

Sinopse: Após uma crise nervosa o gângster londrino Will Graham (Clive Owen) largou a "profissão" e se mudou para o campo. Will agora trabalha em desmatamentos e mora em uma van, mas ele perde seu emprego por não ter a documentação adequada. Paralelamente o irmão mais novo dele, Davey (Jonathan Rhys Meyers), aproveita a vida sendo um mulherengo e se sustenta fazendo tráfico de drogas. Mas numa noite tudo isto muda, pois um homem mais velho, Boad (Malcolm McDowell), o sodomiza com a ajuda de dois cúmplices. O traumatizado Davey volta para casa e comete suicídio. Sem saber de nada, Will está incerto para onde ir e volta para Londres, onde fica sabendo da morte do irmão. Will investiga o que aconteceu naquela noite com o velho amigo Mickser (Jamie Foreman) e tenta juntar as peças sobre o ocorrido. Mas paralelamente Turner (Ken Stott), o atual chefão do crime, sabe do que Will é capaz e o vê como uma ameaça.

Cometário dele:

Will (Clive Owen) com sua meia-dúzia de palavras vai criando um ar de suspense que nos leva a crer que uma grande coisa está para acontecer. Como uma vingança massacrante ou uma guerra entre gangues com muitos mortos e feridos. Talvez a única “grande coisa” que aconteça seja o filme se preocupar mais em ficar próximo da realidade do que em agradar ao ego da maioria dos espectadores. Passe longe se você gosta de ação ou reviravoltas. A história é bem linear que, se não chega a ser surpreendente, também não desagrada.

Melhor momento: Will, nas primeiras cenas, ao olhar um sujeito que foi espancado diz (em silêncio) que já está acostumado com a violência.
Pior momento:
o final, quando descobrimos que o título do filme (em português) nada teve haver com o contexto de sua história.

Nota dele: 7

Homem-aranha 3

Sinopse: Peter Parker (Tobey Maguire) conseguiu encontrar um meio-termo entre seus deveres como o Homem-Aranha e seu relacionamento com Mary Jane (Kirsten Dunst). Porém o sucesso como herói e a bajulação dos fãs, entre eles Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard), faz com que Peter se torne auto-confiante demais e passe a negligenciar as pessoas que se importam com ele. Porém a situação muda quando ele precisa enfrentar Flint Marko (Thomas Haden Church), mais conhecido como o Homem-Areia, que possui ligações com a morte do seu tio Ben. Tendo que lidar com o sentimento de vingança, Peter passa a usar um estranho uniforme negro, que se adapta ao seu corpo.

Cometário dele:

As duas horas e vinte minutos é pouco para a trama, que se divide em tramas menores, que dariam mais um ou dois filmes. Mas nos efeitos e seqüências de ação, inda consegue ser melhor que o filme anterior. Quando a ação dá um tempo, é bom de ver os distúrbios de personalidade que sofre Peter Parker, tornando-o uma espécie de emo - na aparência - com uma personalidade punk.

Melhor momento: as lutas entre Homem-aranha e “Duende-Junior”.
Pior momento:
Venon encontra (não se sabe como) o Homem-areia e diz que só podem derrotar (sem explicar como, ou porque) o Homem-aranha se unirem forças. Homem-areia aceita a proposta sem nem mesmo perguntar “Quem é você?” ou “Que poderes você tem?” para Venon. Coisa bem típica de vilão de gibi mesmo, mas ficaria melhor se acontecesse desta forma só no gibi.

Nota dele: 10

A casa do lago

Sinopse: Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.

Cometário dele:

Dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço? Sim, podem! Desde que não seja ao mesmo tempo. É isso que acontece nesse filme: dois corpos separados pelo tempo - “E longe no tempo, que é muito mais longe que longe no espaço”, como diria Antonio personagem do filme A máquina. O casal se corresponde por cartas (não espere nenhuma explicação científica ou paracientífica de como isto ocorre). Apaixonam-se. E Alex, que vive dois anos no passado, tenta inserir-se na vida de Kate e fazer parte de seu presente. Fora estes detalhes do enredo, o restante é o mesmo que se vê nos outros romances. Tudo bonitinho demais.

Melhor momento: o trailer do cinema, que faz o filme parecer mais dramático e profundo do realmente é.
Pior momento:
as primeiras correspondências trocadas pelos protagonistas. Assista em pé pra não dormir.

Nota dele: 6

Piratas do Caribe - No fim do mundo

Sinopse: o lorde Cuttler Beckett (Tom Hollander), da Companhia das Índias Orientais, detém o comando do navio-fantasma Flying Dutchman. O navio, agora sob o comando do almirante James Norrington (Jack Davenport), tem por missão vagar pelos sete mares em busca de piratas e matá-los sem piedade. Na intenção de deter Beckett, Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e o capitão Barbossa (Geoffrey Rush) precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade. Porém falta um dos Lordes, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). O trio parte para Cingapura, na intenção de conseguir o mapa que os conduzirá ao fim do mundo, o que possibilitará que Jack seja resgatado. Porém para conseguir o mapa eles precisarão enfrentar um pirata chinês, o capitão Sao Feng (Chow Yun-Fat).

Cometário dele:

Se você não gostou do primeiro ou do segundo filme, não tem porque assistir a este. Mesmo estando este último melhor que seus antecessores, é apenas mais do mesmo.
Um filme que chama a atenção pela ação, movimentação de câmera e efeitos.
Como no amor, onde é preciso ser míope para ser feliz, deve-se deixar de lado o enredo pouco envolvente e o excesso de cenas surreais para apreciar o filme, que, com quase três horas de duração, pode ficar enfadonho. Portanto é bom certificar-se de estar bem disposto a cumprir esta jornada. Mas como a ação é quase desenfreada e com muitas variações de ambientes, você pode nem sentir o tempo passar. Eu quase não senti.
Cumpre bem o papel de diversão sem compromisso (talvez, compromisso com a arrecadação de $dinheiro$... mas aí, quem não tem?).


Melhor momento: Jack Sparrow contracenando com Jack Sparrow.
Pior momento: a (muito) pequena participação de Keith Richards.

Nota dele: 9